Bem vindo...

...bem vindo a porta que te levará a viajar comigo; que te fará meu companheiro(a) em cada nova aventura... e história nas antigas; venha, vamos juntos conhecer o mundo... Andarilho.

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Porto Velho , Rondônia, Brazil
...Motociclista aventureiro, apaixonado pela vida e pela liberdade... ...Andarilho autodidata em moto turismo; é otimista, prega e tem por objetivo, viver a vida intensamente com responsabilidade; preza pela direção defensiva e responsabilidade no trânsito, é disciplinado e adora desafios. Possui vasta experiência em viagens de curto, médio e longo alcance; e tem prazer em planejar, organizar e executar expedições, viagens e passeios; sempre muito bem acompanhado por sua fiel companheira "Sarita", sua Nx 350 Sahara 1999; manja da mecânica básica de motos e fala "portunhol" 🤣

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dia 03 de maio: San Matias - San Ignácio 315 kms

Hoje saímos de San Matias às 8:00 hs manhã e seguimos devagar e sempre por essa estrada de terra, que não está boa, e com as motos pesadas não há como render a viagem; passamos pela região pantanosa boliviana, com muitos animais como; garças, tuiuiú, veados, capivaras, tucanos... eu citei exatamente os que eu ví na estrada; um lugar muito bonito; também perigoso, mas estamos nos cuidando e andando só na volta do dia mesmo, nada de viajar a noite por aqui; chegamos aqui em San Ignácio às 16:00 hs, e logo de cara pegamos uma fila imensa para abastecer as motos; quando chegamos, só na fila em que estávamos tinha 30 motos na nossa frente, sem dizer dos carros e galões que vão sendo abastecidos fora da fila; segundo um moto taxista, havia 03 dias que não havia combustível na cidade e havia acabado de chegar, por isso a muvuca; se tivéssemos chegado ontem, estaríamos aqui até hoje do mesmo jeito. Depois de abastecer por volta das 17:30 hs, não dava mais para seguir, então procuramos um hotel e estamos nós e as motos em segurança. San Ignácio é uma cidade do tempo dos Jesuítas, com muitas construções antigas e muito bonitas por sinal. Na chegada ao hotel, o Sr. Reinaldo, empresário e pecuarista aqui de San Ignácio veio falar conosco e nos conhecer melhor, ele também já viajou muito de moto e gosta até hoje; ele é dono de uma distribuidora de água mineral aqui, e disse que podemos levar quantos litros conseguirmos levar.... o falta que faz um caminhão pipa numa hora dessas, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk; pois é amanhã depois do café, passaremos lá e pegaremos pelo menos uns 02 litros cada um e seguiremos para Santa Cruz, onde creio que chegaremos alí pelas 15:00 hs. Amanhã postarei as fotos aqui da cidade de San Ignácio.





















Dia 02 maio: Cáceres – San Matias 100 kms


Hoje fomos na Polícia Federal e segundo eles não é mais necessário eles carimbarem o passaporte devido um acordo com o governo boliviano; então fomos procurar a Anvisa, para fazer a Carteira Internacional de Vacina contra a Febre Amarela exigida na Bolívia; mas depois de procurar em uns três endereços diferentes tivemos uma notícia não muito boa, não existe mais Anvisa em Cáceres, só em Cuiabá; ficamos bem preocupados mas mesmo assim tocamos para san Matias, onde estamos agora; já saímos bem tarde de Cáceres, pois ficamos em uma casa de câmbio aguardando entrar dólares, pois o câmbio com dólar é bem melhor que com real(R$ 1,00:3,15 Bolivianos e 1 Dólar:6,8 bolivianos); chegamos em San Matias às 15:00 hs, e até fazermos os trâmites na Imigração e na Aduana e trocar o dinheiro já era próximo das 17:00 hs, e para rodar 315 kms em estrada  de terra para San Ignácio não dava mais, pois essa região de fronteira a noite é problema; estamos no hotel  Las Vegas aqui em San Matias e amanhã vamos tocar pra dentro com o Fabio sem a tal carteira mesmo; a carteira dele vai ser uma nota de 20 bolivianos. Agora vamos descansar para encarar a terra amanhã.
 





















 
 

Dia 1º maio: Rolim de Moura – Cáceres 800 kms

Saímos de Rolim às 05:30 hs, uma oração dentro do capacete... coração apertado por estar deixando as pessoas que amo para trás e ao mesmo tempo alegria por realmente estar começando a viagem; em Pimenta Bueno o Júnior Tortola nos esperava para nos desejar uma ótima viagem, e em Vilhena a prima do Fabio também estava nos esperando; deslocamento para Cáceres tranquilo; estamos rodando na média de 110 km/h, pois nossas motos estão bem pesadas; levamos o dia todo para rodar esses 800 kms, pois nossas paradas foram um pouco mais demoradas, por causa do calor exagerado; chegando em Cáceres ficamos alojados na sede do MC Abutres, fomos muito bem recepcionados pelo Sub-Diretor da Facção de Cáceres o Gurú e por seu filho também integrante dos Abutres o Daygurú; nos deixaram bem a vontade em sua sede que é completa, com alojamento, WC, cozinha, garagem... mesa de sinuca, churrasqueira...; obrigado aos irmãos de Cáceres e ao Justino de Cuiabá que fez o contato para nós.

saindo de casa

nascer do sol na estrada

Júnior em Pimenta

prima do Fabio em Vilhena

entrando no MT

almoço do Fabio

cafezinho na estrada


Posto Tuiuiú em Pontes e Lacerda

Sede dos Abutres de Cáceres

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Expedição Altiplano 2013; preparativos

A Expedição Altiplano será realizada em maio de 2013; onde eu, Andarilho, em minha NX 350 Sahara e Fabio também aqui de Rolim de Moura, em sua Teneré 250; percorreremos o altiplano boliviano; conhecendo seus principais atrativos, sua cultura, seus sabores e principalmente seu povo.
 Durante a expedição, estaremos postando nosso diário de bordo; viaje conosco através das postagens, fotos e vídeos; deixe seu comentário, sua sugestão, informação e/ou elogio...; o nome "Expedição Altiplano" foi escolhido porque o altiplano será nosso palco em mais essa aventura.
 Lugares de interesse nessa Expedição: Sucre, Potosí, Salar de Uyuni, Laguna Verde e Colorada, Gêiser Sol de La Mañana, o próprio "altiplano", em sua vastidão; e pra fechar com chave de ouro; a Carretera de La Muerte...




Rota


Rota
 

Salar de Uyuni
 

Estrada da Morte
 

Andarilho e sua fiel companheira Sarita



Fabinho e sua Ténéré




O adesivo


sexta-feira, 22 de março de 2013

Peru e Bolívia: a melhor época

Nas localidades do Altiplano do Peru (como Puno e Cusco) e da Bolívia (como La Paz), é grande a amplitude térmica diária durante todo o ano: as primeiras horas da manhã são muito frias e a temperatura sobe até o começo da tarde para, no final do dia, ir caindo lentamente. O que mais influencia a sensação térmica é o fato de estar fazendo sol ou não. Aliás, nos dias ensolarados, você já sente a diferença de temperatura quando caminha na sombra. As noites são sempre frias e as madrugadas, geladas. No inverno, evidentemente, o frio é mais intenso, mas os dias costumam ser secos e ensolarados. É a alta estação. Quem quiser ver a Festa do Sol em Cusco (24 de junho) pegará o início de um inverno em que as cidades turísticas do Altiplano lotam de visitantes estrangeiros e os preços sobem. Já o verão não é a época mais adequada para se visitar o Altiplano, pois chove de dezembro até meados de março, quando as estradas podem ficar bloqueadas. No litoral peruano, apesar da latitude equivalente à dos Estados do Nordeste brasileiro e da altitude zero, no nível do mar, chuvas são quase inexistentes em qualquer época do ano e as temperaturas nunca são muito altas nem baixas. Nas noites de inverno, a temperatura dificilmente fica abaixo dos 12ºC, enquanto que, no auge do verão, é raro os termômetros ultrapassarem os 30°C. Isso se explica pela proximidade dos Andes e pela influência da corrente fria de Humboldt, que acompanha a costa do Pacífico. A região amazônica é quente e úmida em qualquer época do ano. Como as maiores atrações se encontram no Altiplano, as melhores épocas para se visitar o Peru e a Bolívia são a primavera e o outono. Os meses ideais são abril, maio, setembro e outubro. Se não puder ir nessa época, prefira o inverno ao verão. Essas referências, porém, não são estáticas. Peru e Bolívia são países periodicamente afetados por “El Niño” e “La Niña”, fenômenos climáticos complexos, relacionados com a variação da temperatura da superfície do Oceano Pacífico, que ocasiona significativas alterações nos ventos e na umidade do ar, influenciando, por vezes, o clima de todo o planeta.
                                                                                             Trecho do guia de viagem PERU E BOLÍVIA da série GTB - Guia do Turista Brasileiro, pág. 50

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Temporada; Alta e Baixa.


Alta Temporada:

Caribe e México: 15 de Nov - 6 de Set.
América Central, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela: 15 de Jun - 6 de Set / 15 de Nov - 15 de Jan.
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai: 1 de Jun - 15 de Ago / 1 de Dez – 28 de  Fev.
Europa: 16 de Mai - 14 de Out.
Japão: 1 de Mai - 30 de Set.

Baixa Temporada:

Caribe e México: 7 de Set - 14 de Nov.
 América Central, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela: 16 de Jan - 14 de Jun / 7 de set - 14 de Nov.
 Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai: 1 de Mar - 31 de Mai / 16 de Ago - 30 Nov.
 Europa: 15 de Out - 15 de Mai.
Japão: 1 de Out - 30 de Abr.



Obs.: De uma temporada para outra os preços podem variar em até 50%, por isso escolha bem a melhor época; tanto para sua satisfação, como também para seu bolso.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Aquaplanagem Idiota

O nome desse vídeo no YouTube é "Idiotas de moto no Perú"; sem ofensas aos autores de tal façanha; mas realmente esses dois não tem o mínimo conhecimento de uma pilotagem segura, ou realmente quiseram cair...

sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um 2013 de muitas realizações!

Que você tenha um Natal repleto de amor e paz, juntamente com seus familiares e amigos; e que seus sonhos se realizem nesse ano que se inicia, que em 2013 possamos rodar muitos quilômetros e rever e fazer muitos amigos!

Como considero que todo estradeiro é também um andarilho, aceite esse singelo presente de natal:

O POEMA DO ANDARILHO
I
Menor que meu sonho
não posso ser

Mil identidades secretas.
Mil sobras, sombras, mil dias.
Todas palavras e tudo.
Barco de ambigüidade,
sôfregas palavras.
De todas contradições, desencontros,
dos contrários de mim,
andarilho da flecha de várias pontas, direções.
Dos outros seres
que também andarilham.

Pois menor que meu sonho
não posso ser

Andarilho
de ervas sutis
crescidas de noites luzes
becos latinos frêmitos Andes ilhas.
Andarilho
de santos falidos, feridos
de vaidade.
Dos frutos da segurança vã,
vã beleza de repente solidão.

Feitiços, laços, encantamentos.
Prodígios, Tordesilhas, ressentimentos.
Andarilho de perder pele, asa e uso,
mariposa da lua difusa do amanhecer.
Andarilho
de paisagens precárias do sentimento
guardado a sete chaves,
não fotografável,
nem desvendável em câmaras escuras, secretas torturas,
ou à luz de teus olhos surpresos, presos
nos meus olhos, ilhas.
Pois menor que meu sonho
não posso ser


Andarilho.
De insignificâncias magníficas colheitas do nada.
De tudo que ninguém se lembra
nem nunca escreveu.
De uma nuvem veloz reflexo de outra nuvem
andarilha nuvem do sul
de onde vem a luz,
andarilho.


Crescem em mim as palavras sensações mais estranhas
e andarilham.
Arrulho de palavra pousada ave
sobre um minuto de trégua e milagre do tempo
quando o sol se põe atrás do horizonte inquieto
do dicionário
e da dúvida:
armadilha.

na saliva na garganta
na palavra escrita primavera
na capa de um caderno antigo
do Grupo Escolar Polidoro Santiago de Timbó
andarilho de linhas esquecidas tortas velhas trilhas
datas de nascimento e burlescos aniversários
andarilho andorinha
em ziguezague na festa
na face de Deus.

Aos trancos e barrancos, andarilho.
De trincos e garimpos, andarilho.
Andarilho de desafios, desafinos.
De socos recebidos e raros revides,
de atonias em atrofias, andarilho.

Andarilho.
Na diferença palpável da volúpia.
De assédios, impertinências, ideologias.
De recalques,
decalques, vídeos, celulóides, fitas
gravadas da liberdade,
gravatas, contatos, contratos,
andarilho.

Pois menor que meu sonho
não posso ser.


II

Empoleirado em minha gaiola de ineficiência,
andarilho.
Longe de grandes e confortáveis salas
da subserviência, andarilho.
Transitivo, substantivo, adjetivo.
Solto na correnteza do medo, da instabilidade
de tudo, na multidão de afetos.
Eu, claro enigma: sete palmos de terra,
sagrado sopro de todo o sentimento.
Eu, quebrado espelho d’água de Narciso
e fogo de Orfeu entre a paixão
e o definitivo tempo.

Eu estranho a maioria das vezes
na própria terra do poema
onde me sedimento, acidento,
me desencaminho, me aninho,
me enovelo em trama de pouco, em menos,
em quase nada
e mesmo assim andarilho.

Pois menor que meu sonho
não posso ser

eu matéria recalcitrante do futuro.
Eu a nação inteira sob o impacto do sonho.
Eu dissecando a morte sobre a mesa da manhã.
Eu onipresente e diluído na dor geral.

III
Fechei meu expediente da comoção fácil.
Corretores da insegurança:
deixai a sala de frente da precariedade.

Atravesso jejuns, desdéns,
indecisões, hospedarias do tempo.
A luz acesa de hotéis bordéis pobres e mal cheirosos
suicídios alheios pleonasmos.

Atravesso anúncios
e antenas.
Os homens apressados do século XX
e sua matéria veloz de sobrevivência atravesso.
A rua que antes atravessei atravesso outra vez
e a praça onde contornei a liberdade
da palavra
e da liberdade.
volto a atravessar.

Pois menor que meu sonho
não posso ser

Atravesso cartazes de cinema
ofertas do dia de supermercados.
Estádios de futebol, sirenes que falam
de morte inventada em subterrâneos sombrios.
Atravesso lianas, liames, hienas, reconciliações,
pecados capitais e provincianos ais.

Atravesso manchetes
de maré cheia, crescente de vazantes mares,
absurdas frases e as mais absurdas caligrafias,
atravesso sentidos sem sentido nenhum, de repente,
onde me decifro e hieróglifo.

Vácuos, opalas, opalinas, vícios.
Mesuras, curvaturas, arbítrios, alienações.
Tudo atravesso.
Atravesso a casa dos ventos uivantes.
O assombro, a censura,
a navalha na carne.

Atravesso o crime perfeito, utopias,
as profecias todas do país das falas guaranis,
guaranás.

Pois menor que meu sonho
não posso ser

IV
Não afino com instrumento
que se toca à distância
Não proponho propostas de diluição
Não sou agente do vazio
nem de asas que o homem não tem

Se acreditais em sistemas de elocubração
Na gema brilhante do nada
Em recheio de palavras e sofisticados relatórios
Se acreditais em clara batida
nas panelas obscuras da prepotência
Se quereis teorias de mim
Se me quereis longe da paixão:
tirai o cavalo da chuva

Pois menor que meu sonho
não posso ser.

V
Passa o tempo.
Como passa, passou o tempo.
oh! frase feita,
inútil consolo e alívio.

Passo este tempo que me passa.
Passo pontos de interrogação, helespontos,
helespantos.
Passo a ponte, o poente.
Deliberadamente passo
mas sem pressa, passo
a passo.
Passo os fusos horários
e passeio entre o sonho
e as palavras.

Também entre as obscenas por decreto.
Pois menor que meu sonho
não posso ser.

VI
Atravesso compêndios, currículos, apostilas
de silêncio
e minha sombra pisada
por outra sombra
também feita de tudo
e nada
Atravesso simulacros
e arranco o lacre da palavra

Pois menor que meu sonho
não posso ser

atravesso o avesso
E meu barco de travessias
é a palavra terra
cercada de água por todos os lados

Pois menor que meu sonho
não posso ser

Estou do lado de lá da ilha
Aqui disponho de mim
e conheço meu próprio acesso
Aqui conheço a face inversa da luz
onde me extravio
e não cessarei jamais

Pois menor que meu sonho
não posso ser.



Lindolf Bell