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...bem vindo a porta que te levará a viajar comigo; que te fará meu companheiro(a) em cada nova aventura... e história nas antigas; venha, vamos juntos conhecer o mundo... Andarilho.

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Porto Velho , Rondônia, Brazil
...Motociclista aventureiro, apaixonado pela vida e pela liberdade... ...Andarilho autodidata em moto turismo; é otimista, prega e tem por objetivo, viver a vida intensamente com responsabilidade; preza pela direção defensiva e responsabilidade no trânsito, é disciplinado e adora desafios. Possui vasta experiência em viagens de curto, médio e longo alcance; e tem prazer em planejar, organizar e executar expedições, viagens e passeios; sempre muito bem acompanhado por sua fiel companheira "Sarita", sua Nx 350 Sahara 1999; manja da mecânica básica de motos e fala "portunhol" 🤣

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dia 09 de maio: Uyuni – Salar de Uyuni - Coqueza 270 kms


Hoje levantamos as 7:30 hs, e para nossa admiração no termômetro que eu trouxe(doado pelo Prof. Roberto) e deixei amarrado do lado de fora da janela de nosso quarto, a mínima registrada, creio que na alta madrugada marcava nada mais nada menos que -8,9ºC, aqui em Uyuni a altitude é de 3.600 msnm e possui clima de deserto, pois na verdade o é; mas não se preocupem que não tivemos que dormir abraçados não, pagamos mais B$ 30,00 por um aquecedor que foi nossa salvação; às 8:00 hs tomamos café no hotel; depois  corri para o computador do hotel e descarreguei as postagens e fotos que eu já havia preparado no net book, mas não havia tido oportunidade de postar por falta de internet; logo depois fomos pegar as motos e para nossa surpresa as garrafas, uma de água outra de coca cola estavam congeladas; aqui na garagem vimos uma torneira com um grande enrolado de plástico, tipo uma roupa de “chola”, segundo o funcionário, seria para que a água não congele e quebre os canos. Em seguida fomos ao Cemitério de Trens, muito bacana; lá conhecemos dois americanos o Alex e o Andrew, vieram dos Estados Unidos de moto, e estavam super animados com a região de Uyuni. Voltamos do Cemitério de Trens e fomos trocar o óleo das companheiras, óleo trocado, fomos abastecer, comprar água e protetor solar; então já ao meio dia conseguimos sair de Uyuni rumo a Colchani, depois de rodar quase 20 kms pela cidade fazendo a correria para encarar o deserto de sal; cidade onde se adentra ao Salar, e que está distante de Uyuni 21 kms; chegamos em Colchani, compramos algumas lembrançinhas e óculos escuros, pois no Salar é quase impossível ficar sem eles; meu óculos eu havia perdido, e o do Fabio quebrou uma perna, ainda em Cáceres. Então seguimos por mais 5 kms, e chegamos na parte do Salar onde se extraem o sal, muito bonito... tiramos algumas fotos e aceleramos rumo ao Hotel de sal: Playa Blanca, onde conhecemos vários motociclistas, o Max Grimbachev da Austrália, o Robin Thomas, um americano que vive em Uyuni e é proprietário de uma empresa de turismo a Motorcycle Tours Bolivia, que leva turistas do mundo todo para rodar de moto pelo Salar, ele estava voltando da Ilha guiando um americano, os dois de Falcon com placa da Bolívia; e reencontramos os 03 motociclistas de MG, mas eles não estavam nas motos, estavam num passeio de jeep de 01 dia pelo Salar; muitos turistas, muitos jipes, muitas fotos; aproveitamos para colar vários adesivos no vidro do hotel de sal, foram eles: o da Expedição, do MG Expedicionários da Amazônia, do MG Aventureiros do Araguaia, do MC Legionários da Amazônia e do MC Amigos do Vento, são os que eu tinha disponíveis, e na Ilha Inkahuasi também fizemos o mesmo;  e seguimos adiante por mais 70 kms de puro sal, até a Ilha Inkahuasi; uma ilha com cactos milenares, esses cactos crescem um centímetro ao ano, e existem vários com  mais de 10 metros de altura; quando o Salar era mar, essa ilha era uma ilha de verdade, mas da a entender que ela também já esteve submersa, prova essa são os corais petrificados em toda a extensão da ilha; muito interessante também são as marcas de ondas que até hoje existe nas bordas da ilha. É gostoso demais acelerar no Salar, eu acelerei por vários minutos com os olhos fechados, uma sensação bem diferente, sensação de liberdade total; estando bem no meio do Salar é possível sentir o cheiro do sal, um cheiro muito parecido com aquele cheiro típico de hospital. Quando chegamos a Ilha de moto, muitos turistas vieram nos conhecer e tirar fotos das motos, entre eles quatro jovens, a Fabiana Mezzadri de Santa Cruz-bolívia, a Magalí Scardigno de Buenos Aires-Argentina, a Julia Molins de Zaragoza-Espanha e a Leyre Sanchez de Barcelona-Espanha, moças muito alegres e divertidas; ao entrar na ilha, depois de pagar B$ 30,00 é claro, a gente se encanta quanto com a própria ilha, como também com a vista que ela proporciona do Salar, é muito bonito, não há foto nem filme que consiga passar a sensação real de estar ali, é um momento mágico (Maike); kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk; da Ilha rumamos por mais 50 kms de sal rumo ao vulcão Tunupa, onde estamos agora, numa cidade muito pequena, onde as pessoas ainda vivem como no passado, bem rusticamente mesmo; estou gostando muito daqui; o boliviano jogou água nas motos para retirar o sal, jantamos bife de Lhama com batata frita, e agora vamos dormir para amanhã partir rumo a Oruro e La Paz; o passeio a Laguna Colorada, Geisers... resolvemos não fazer, seriam mais 03 dias, e já estamos suficientemente satisfeitos com o que vimos por aqui; mas a Estrada da Morte que nos aguarde, dessa não abriremos mão.