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...bem vindo a porta que te levará a viajar comigo; que te fará meu companheiro(a) em cada nova aventura... e história nas antigas; venha, vamos juntos conhecer o mundo... Andarilho.

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Rolim de Moura, Rondônia, Brazil
...Motociclista aventureiro, apaixonado pela vida e pela liberdade... ...Antonio o Andarilho; é natural de Dourados –MS, tem 42 anos; autodidata em moto turismo; é otimista, prega e tem por objetivo: viver a vida intensamente com responsabilidade; preza pela direção defensiva e responsabilidade no trânsito, é disciplinado e adora desafios; membro das redes: Brazil Rider's, AME-BR e Irmandade Sem Fronteiras ; fundador e membro ativo do Moto Grupo Expedicionários da Amazônia; também membro da Iron Butt Association, Iron Butt # 45.581 do mundo; não é apegado a bens materiais; vive em Rolim de Moura –Rondônia -Brasil, com sua esposa e dois filhos menores; ex militar do Exército, atualmente comerciante; possui vasta experiência em viagens de curto, médio e longo alcance; e tem prazer em planejar, organizar e executar expedições, viagens e passeios; sempre muito bem acompanhado por sua fiel companheira "Sarita", sua Nx 350 Sahara 1999, a qual possui e viajam juntos a muitos anos; conhecedor da mecânica básica de motos; fala espanhol; e possui curso e estágio de 1ºs socorros e sobrevivência do Exército Brasileiro. Informações e contato; e-mail: andarilhoexpedicoes@gmail.com

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Expedição Machu Picchu; 10º dia-11 de julho de 2008

Depois de quase 10 anos encontrei meu caderninho com nosso diário de bordo e então estou postando...

Levantamos, tomamos café, arrumamos as bagagens nas motos; tiramos algumas fotos com o pessoal do Hotel Casa Grande; nos despedimos desses amigos que nos trataram tão bem durante nossa estadia ali, e seguimos para Puno. Minha moto, a sahara, com o filtro novo de espuma, que eu havia feito, melhorou bem; mas ainda assim não rendia, pois estava com o giclê 128; e segundo o mecânico da moto peças onde havíamos comprado os giclês, o recomendado para 350cc seria o giclê 115. Como tínhamos o 115, paramos em um posto de combustível entre Cusco e Urcos, e o Roberto trocou para mim. Lá conhecemos o “Bebeto” e sua turma; que nos pagaram uma coca-cola, já que não aceitamos a cerveja que eles estavam tomando. Pessoas muitos gentis; tiramos algumas fotos com eles e seguimos. Minha moto melhorou bastante com o giclê mais fino. Esse trecho entre Cusco e Puno é muito bonito e também bem agropecuário; muitas lavouras e animais. Lá não tem cercas, e os animais são pastoreados por pessoas e cachorros, que também são muitos na beira da estrada; se deve ter muito cuidado ao pilotar nesse trecho. Nesse trecho a paisagem é de tirar o fôlego, é o altiplano peruano. Almoçamos em um restaurante rural, lindo demais, no meio do nada. Durante nosso almoço havia muitos moradores da região em uma reunião discutindo sobre a construção de uma hidroelétrica na região. Foi ali também que fiquei sabendo o que eram aqueles apetrechos tipo esculturas de bois, galos, ovelhas, cereal... sempre acompanhados de uma rosa dos ventos, que a gente vê em cima das casas. Segundo a senhora do restaurante, são tipo amuletos para se continuar tendo fartura de comida, bem como também uma espécie de agradecimento pelo pão de cada dia; muito bacana. Seguindo, enquanto passávamos pela região de Santa Rosa, não pude conter a emoção de estar ali e chorei dentro do capacete pilotando minha companheira; afinal era minha primeira vez fora do Brasil, e olhando a minha volta, tudo era demais para mim; eu estava amando fazer aquilo tudo ali. Da sensação de voar, ao clima; tudo era perfeito... o choro era de felicidade. Seguimos e conforme ficava mais tarde o frio aumentou muito. Na chegada de Juliaca os policiais nos pararam; ficamos com muito medo que eles pedissem nossos documentos, pois não conseguíamos nem tirar as luvas. Estávamos com dois pares de luvas, uma daquelas peruanas de lá por dentro de nossa luva grossa de inverno; daquelas que tira todo o tato, sendo impossível, por exemplo, se fazer uma foto. Ainda bem que só perguntaram de onde estávamos vindo, e para onde iríamos, e nos liberaram. Chegamos a Puno às 20:00 h. Depois de um banho “caliente”, fomos jantar uma pizza em uma lanchonete onde o forno que se assava as pizzas, também aquecia o ambiente; muito bom. Vimos no cardápio: “vino caliente”, então pedimos; que coisa boa; chegou saindo fumaça; vinho quente tipo quentão, num copo de barro cerâmico; ótimo para rebater o frio e também esquentar as mãos, segurando aquele copo quentinho. Depois do “vino caliente” e da pizza; saímos da pizzaria que estava quentinha; imagina o frio lá fora. Saímos um atrás do outro, encolhidos, andando rápido para o hotel, para entrar logo debaixo dos cobertores e acolchoados, kkkkkkkkkkkkkk... 


Ótimo lembrete para quem está na estrada longe de casa 

 Pessoal do Hotel Casa Grande

 Saindo de Cusco, sentido Puno

 Turma do Bebeto (de amarelo)

Roberto trocando o giglê da minha moto









 Restaurante rural

 Vista do restaurante













 Amuleto da fartura no teto



 Avante, sempre avante!!!



 Roberto na estrada

 Neve na montanha



 Sarita, companheira de muitas aventuras







 Pedágio; no Peru moto não paga



 Águas Calientes, comunidade com águas termais e medicinais



 Pastoras, cuidando das ovelhas





























 Divisa Cusco - Puno

 Feira de artesanatos















 A frentista trabalhando com a filhinha na costa



 Tirando um soninho

Linda e meiga imagem materna 

 Hotel em Puno

 Aquecedor no quarto; muito frio a noite

A pizzaria do "vino caliente"; além do ambiente ser bem quentinho, o vinho e a pizza eram muito bons também, kkkkkkkkk...



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