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...Motociclista aventureiro, apaixonado pela vida e pela liberdade... ...Antonio o Andarilho; é natural de Dourados –MS, tem 43 anos; autodidata em moto turismo; é otimista, prega e tem por objetivo: viver a vida intensamente com responsabilidade; preza pela direção defensiva e responsabilidade no trânsito, é disciplinado e adora desafios; membro das redes: Brazil Rider's, AME-BR e Irmandade Sem Fronteiras ; fundador e membro ativo do Moto Grupo Expedicionários da Amazônia; também membro da Iron Butt Association, Iron Butt # 45.581 do mundo; não é apegado a bens materiais; vive em Rolim de Moura –Rondônia -Brasil, com sua esposa e dois filhos menores; ex militar do Exército, atualmente comerciante; possui vasta experiência em viagens de curto, médio e longo alcance; e tem prazer em planejar, organizar e executar expedições, viagens e passeios; sempre muito bem acompanhado por sua fiel companheira "Sarita", sua Nx 350 Sahara 1999, a qual possui e viajam juntos a muitos anos; conhecedor da mecânica básica de motos; fala espanhol; e possui curso e estágio de 1ºs socorros e sobrevivência do Exército Brasileiro. Informações e contato; e-mail: andarilhoexpedicoes@gmail.com

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mecânica básica, aula 1: Motores a combustão e Velas


Aula 1:

1.1 - Motores a Combustão
1.2 - Ciclo de Otto
1.3 - Ferramentas utilizadas para conferir a saúde do motor
1.4 - Velas

1.1 - Motores a Combustão
Os motores tem o objetivo de gerar energia, no caso das motocicletas (a gasolina ou flex) são usados os motores a combustão, que geram energia através da queima do combustível. O inventor desse tipo de motor foi Nicolaus Otto, e o ciclo dele leva o nome de Ciclo de Otto.

Partes de um motor:


Explicando um pouco melhor... vamos por partes:

Cabeçote


O cabeçote é a parte superior do motor, responsável pela boa vedação e consequentemente, pela compressão da mistura. Notamos na imagem acima que nele fica a vela de ignição, que vou abordar melhor mais abaixo. Na parte de baixo do cabeçote fica a câmara de combustão, esse espaço aí é onde ocorre a "explosão" da mistura de ar e combustível.


Já escrevi algumas vezes sobre a tal da compressão do Motor, mas falta explicar do que se trata esse "trem" né rsrs, isso será perfeitamente compreendido no tópico sobre o Ciclo de Otto o/ No cabeçote tbm fica o sistema de refrigeração, como as aletas que podem ser observadas na imagem.

  Cilindro
O cilindro é uma das partes que requer bastante atenção, pois abriga o pistão e seus anéis, e é nele que ocorre a transformação de energia em movimento, que tbm será melhor explicada no Ciclo de Otto.


No cilindro está a camisa que pode ser de aço, de cerâmica ou de ferro fundido, e é dentro da camisa que fica o pistão, em um movimento de sobe e desce produzindo a compressão do motor.


Normalmente ele é feito de duralumínio por ser mais leve.


Cárter

O cárter é a parte inferior do motor. Abriga o virabrequim que, conforme já mencionado, é responsável por transformar o movimento de sobe e desce que ocorreu dentro do ciclindro em movimento de rotação.

Quando lí o livro "Manual de Eletricidade e Mecânica de Motos", imaginei que o virabrequim era uma peça pequena, não tinha muita noção de sua proporção, mas olha só que interessante, ela é realmente um diferencial.



1.2 - Ciclo de Otto

Resumo: gera a compressão do motor, mas o que é compressão? É o resultado da força da pressão, no caso, entendi que é a pressão exercida sobre o pistão no combustível (gasolina + ar) em que gera a potência. (Deve envolver mais, mas a forma fácil de entender acho que é essa rsrs)

O ciclo de Otto em motores 4 tempo tem 4 fases.

•Admissão: Abre as válvulas de succção e como se fosse uma seringa, puxa o ar e a gasolina para dentro do cilindro
•Compressão: Fecha as válvulas, o pistão sobe pressurizando a mistura (ar + gasolina) na câmara de combustão É importante que nesse momento não tenha nenhum tipo de vazamento nas válvulas, nem nas juntas e nem no pistão, senão pode perder compressão - fazendo a "explosão" ser mais fraca
•Explosão: É gerada uma faísca na vela que inflama a mistura e força o pistão pra baixo - é onde realmente produz potência e o motor está girando
•Escape: Os gases queimados são expulsos para dar lugar a nova mistura.
  Quando vemos no painel a quantidade de RPM's, é esse processo que está ocorrendo, conforme imagem abaixo:


E agora da pra entender melhor esse ciclo:



 E o processo fase a fase:


Acho que agora ficou bem mais simples hein.


1.3 - Ferramentas utilizadas para conferir a saúde do motor.

Já vimos até agora algumas das peças que compõem o motor e seu funcionamento para a geração da energia. A partir desse entendimento, podemos descobrir como analisar a saúde do motor, para isso usamos 3 equipamentos, que são eles:

•Compressímetro: Mede a pressão de compressão (lembra o que é isso?) que o motor consegue fazer - é importante que o motor esteja quente e o acelerador aberto ok.



É retirada a vela e no lugar é rosqueado o Compressímetro. Se estiver entre: 0 - 80 lbs - corre Bino porque é uma ciladaaaa - o motor deve estar com vazamento, e nem sempre uma retificação da bons resultados, além do preço ser muito alto; 80 - 120 lbs - está bom Normalmente motos a gasolina ou flex ficam entre 110 - 160, uma moto zero chega a 165, mas logo após o amaciamento já cai uns 20 % , por isso é importante nessa fase dos primeiros 1000 kms ter tanto cuidado. Motos com mais de um cilindro precisa tirar todas as velas e testar um por um. Uma dica bacana é que ao comprar um compressímeto, escolha um modelo que tenha 3 tipos de bicos, que são as possíveis opções para atender a todos os tipos de cabeçotes.

•Vacuometro: usado para verificar se existe entradas falsas de ar e equalizar motores com mais de 2 cilindros - verifica a sucção de ar.



•Medidor de vazão de cilindros: usado para detectar o local exato do vazamento.


Claro que todas essas ferramentas são primordiais numa boa oficina mecânica, para os amadores nem tanto...

1.4 - Velas

Vimos que para que ocorra a geração de energia, é necessário que haja uma faísca pra queimar o "combustível", e essa é umas das importâncias da vela, mas tem muitos mais, acredite o.O. A função da vela é conduzir a alta voltagem (que pode ser de 30 mil volts o.O ) para o interior da câmara de combustão convertendo-a em faísca para inflamar a mistura, está diretamente ligada ao rendimento do motor, nível de consumo de combustível, refrigeração e até emissão de gases poluentes, da pra acreditar? o.O


Quando vai comprar uma vela, não se fala "quero uma vela pra Lander", mas sim uma vela DR8EA, de acordo com o que acabei de ver na tabela da NGK, se for outra marca isso pode mudar. É curioso que as vezes até um mesmo modelo de moto de um ano pro outro isso pode mudar, e pelo código da pra entender o porque dessa importância. O código de cada vela está nela mesmo, como pode observar:


O significado disso tudo é: No caso da lander então ela é: D - 12 mm de diâmetro da rosca R - Resistiva - (Sabe qdo liga o chuveiro e a TV fica chuviscando? Isso é interferência, esse modelo impede isso) 8 - Grau Térmico E - 19 mm de comprimento da rosca A - Tipo sem junta Incrível né, uma "simples" vela interfere até na refrigeração do motor, pois a vela puxa o calor do cabeçote e manda para as aletas. Se colocar uma vela maior do que deve em comprimento, o pistão pode bater nela e chegar a travar o motor, imagine o estrago ¬¬' Outra coisa importante: viu no desenho da vela que tem uma folga entre os eletrodos?

Essa folga não pode ser uma folga qualquer, ela tem o tamanho certo. É chamada de GAP, e no caso da lander deve ser de 0,7mm. Existe calibrador de lâmina para colocar o valor certinho. Uma distância maior ou menor pode fazer a geração da faísca não ser bem executada. É recomendável fazer a manutenção da vela a cada 4 mil km's, limpando a vela com gasolina e escova de dente, e se necessário calibrar o GAP. O fabricante recomenda trocar a cada 8 mil km's ou de acordo com o manual do fabricante. Postagem retirada do blog: http://rumoaossonhos.blogspot.com.br/